O que eu queria ser quando eu crescesse
Desde pequena, eu amava escrever, já disse algumas vezes durante a infância que gostaria de ser escritora. O meu sonho mais precioso, era aprender a ler. Então eu aprendi, aprendi rápido e muito bem, modéstia parte. Eu amava ler, eu amava escrever.
Eu ganhei o meu primeiro diário no pré de 5, tinha uns 6 ou 7 anos. Mal sabia escrever direito. Mas, amava tudo aquilo! Eu me achava o máximo! Sabia que eu era horrível em matemática, pois sempre tive dificuldades com números, de decorar a tabuada, de aprender a multiplicar e dividir, e porcentagem e raiz quadrada? Esquece! Mas, como me achava boa em português, eu tinha a esperança que poderia compensar. Apenas de na 7ª eu descobrir que eu não era tão boa no português, as minhas notas na redação não estavam boas, eu tirava a nota na média e nada de excelência. Então desistir de ser escritora. 15 anos depois, me vi escrevendo e falando um português bem errado e minha autoestima em relação a isso, foi lá embaixo. Na época, eu tinha até medo e vergonha de abrir a boca para falar, com medo de dizer algo errado. Não sei o que tenho, só sei que as vezes me dá um branco, as palavras e frases somem da minha cabeça, da minha boca. Então não consigo completar a frase.
Já quis ser tantas coisas durante a minha vida, já pensei em tantas profissões. Eu sabia do que gostava, mas eu gostava de muitas coisas, e não tinha confiança para nenhuma delas. Pois nunca me achei muito inteligente. Além de professora, eu já quis ser bailarina, não porque realmente eu queria ser. Mas porque era modinha as meninas quererem ser bailarinas. Também quis ser cientista, porque as minhas primeiras matérias preferidas na escola, foram história e ciências. E eram as que eu era melhorzinha. Eu queria ser uma cientista, onde eu estaria descobrindo algo novo, falei de ser arqueóloga porque eu amava história e arte. Sempre me deslumbrei com músicas clássicas, quadros, pinturas, museus, coisas antigas e lugares antigos. Sempre quis ir a um pirâmide no Egito! Pensei em fazer teatro, ser atriz, mas nunca conseguir fazer o curso de teatro. Há, eu também já quis ser diplomata, porque eu amava estudar línguas apesar de mal saber falar o português e só um pouco do inglês, eu queria ser poliglota e estudar comércio exterior. Tantas coisas e tantas possibilidades!
Já quis ser advogada também, porque era uma carreira admirada por muitos e pelo meu avô materno. Eu achava muito legal! Mas desistir por não ter confiança, e porque eu teria que estudar muito. Ser Bióloga obviamente passou pela minha mente também, biomedicina, e é claro que Administração eu achava que era a mais certa para mim. Pois eu já trabalhava na área, o mercado de trabalho era amplo, e também porque eu sabia administrar direito o meu dinheiro, pensava que esse curso serviria para mim. Medicina passou pela minha cabeça, como uma rajada rápida, eu achava o máximo, era bacana, chique, e eu iria estudar o corpo humano, doenças que eu me amarrava, e não teria problema nenhum com sangue e nem com pessoas mortas. Mas a questão é a mesma de sempre! Eu nunca me achei muito inteligente! As pessoas que falavam que para cursar medicina, eu teria que estudar demais, anos e anos de estudo, que eu teria que ser muitoooooo inteligenteeeeee, ou rica, porque a faculdade de medicina era muitooooo cara. Então, nem deu tempo de desistir, pois nunca tinha sido uma real opção para mim.
Eu sempre via os meus professores como super heróis, com muito respeito, como se fossem as pessoas mais inteligentes do mundo inteiro. Eu amava brincar de escolinha com as minhas amiguinhas, e é claro que eu era a professora. Achava que eu pensava assim, pela influencia indireta da minha família. Afinal, a minha avó materna era professora e a minha mãe seguiu os mesmos passos. Pela família do meu pai também tinha tias professoras. Então, lecionar estava bem forme em minha vida indiretamente. Eu digo indiretamente, porque aparece que ser professora nunca foi algo que me induziram. Pelo, contrário, a minha avó chegou no final da carreira muito doente psicologicamente e estressada. A minha mãe se estressava muito com a escola e me falava para eu seguir outra carreira. Aquilo era visto como algo ruim, algo de perdedora, algo que quem iria ganhar mal e sofrer na vida. Então, mais tarde, eu desistir de lecionar.
Hoje sou Bacharel em Administração pela Universidade Estácio de Sá, pós graduanda em MBA em Comunicação e Marketing pela Faculdade Descomplica e acadêmica no curso Tecnólogo de Estética e Cosmética pelo Centro Universitário Celso Lisboa.
Já me arrependi, várias vezes por ter feito Administração. Mas, hoje só tenho a agradecer, pois, tenho certeza que esse curso foi assertivo para mim e em minha vida. Ele combina comigo e veio para somar! Amo Marketing de Serviço e Relacionamento, assim como amo várias coisas e profissões. Ainda penso em Lecionar. Porém, hoje há várias formas, posso dar aulas o cursos em palestras, workshops, cursos online e até ser professora universitária. Muitas opções para o futuro.
Amo estudar sobre a pele, cuidados e suas doenças. E sim, voltei para aquele caminho de medicina que passou muito rapidamente em minha cabeça há muitos anos átras. Me vi dentro de medicina, e que eu poderia ter cursado e me especializado em dermatologia. Eu teria sido uma excelente médica dermatologista. Se eu soubesse, se eu tivesse acredito em mim mesma, há anos átras... Mas, isso não aconteceu, eu não tinha nenhum médico tão próximo na família. Apenas, parentes. Nunca tive apoio real nessa área, nem com incentivos nos estudos. Nunca senti que acreditavam e se importavam comigo nesse sentido de área acadêmica. E eu deixei que isso virasse o meu rótulo, meu crachá. Eu não me importei e não acreditei em mim mesma, eu nunca tinha me achado capaz de ir tão alto, mesmo sonhando alto. Amo o meu novo curso de graduação, e estou estudando, me identificando e me dedicando ao máximo. Esse curso foi feito para mim! Mesmo não sendo dermatologista e nem futura dermato, quero estudar e adquirir o maior conhecimento possível em estética facial, a pele e sua estrutura, doenças de pele e tudo relacionado. Já me falaram para eu tentar a faculdade de medicina, mesmo hoje com 30 anos de idade. Mas no final eu ainda não acredito que poderei ser capaz de curso nessa idade, casada, com filho pequeno, trabalhando, uma curso desse nível. Hoje, eu acredito mais em mim e em minha capacidade. Mas ainda não acredito 100%.
Mas no final, eu só quero ser feliz! Trabalhar com o que eu amo, que é pele, cuidar e orientar as pessoas sobre a pele e seus cuidados. Ganhar meu dindin e ensinar, podendo colaborar de alguma forma positiva com a sociedade em que vivo.
Nunca se esqueça que só você pode se limitar! Não deixe ninguém te limitar, pois lá na frente, quem vai colher os frutos ou as ervas da aninha, vai ser você. E não o outro.

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